CASTELO

  • TORRE DO RELÓGIO

  • TORRE DA MÁ HORA

  • TORRE DA MÁ HORA

  • TORRE DO RELÓGIO

  • VISTA SOBRE O CONVENTO DA SAUDAÇÃO - 1941

  • RUÍNAS DA IGREJA DE STA MARIA DO BISPO - 1941

  • TORRE DA MÁ HORA

  • TORRE DO ANJO

  • PAÇO DOS ALCAIDES

  • TORRE DO RELÓGIO

  • TORRE DO RELÓGIO - 1964

  • TORRE DO RELÓGIO - 1964

SÉCULOS DE HISTÓRIA

O castelo de Montemor-o-Novo constitui o original recinto da primitiva vila de Montemor-o-Novo e terá sido conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques pouco depois de 1166.

Em 1203 D. Sancho I concede-lhe o primeiro foral. A sua muralha terá sido reconstruída no reinado de D. Dinis. Nos séculos XIV e XV a vila intramuros atingiu grande importância económica, demográfica e política, administrando quatro freguesias urbanas no seu interior: Santa Maria do Bispo, Santa Maria da Vila, S. Tiago e S. João Batista.

Ainda no  Séc. XV, por iniciativa de D. João de Bragança, o paço foi alvo de importantes obras.

Aqui se realizaram as cortes de 1477, 1484-82 e 1495. Também os reis D. Sancho I, D. Dinis, D. Afonso IV, D. João I, D. Duarte, D. João II e D. Manuel aqui se alojaram quando passaram pela vila.

Foi no Passo dos Alcaides que decorreram alguns factos importantes da História de Portugal.
Segundo o cronista Rui Pina, estando D. Dinis em 1288 em conselho nos Paços de Montemor-o-Novo, foi pedida autorização ao Papa para retirar uma parte das rendas de várias igrejas do reino para custear os Estudos Gerais, futura Universidade Portuguesa.
A origem da Universidade encontra assim um capítulo da sua história em Montemor-o-Novo e no Paço dos Alcaides.

Foi também no paço dos Alcaides, que se realizaram as cortes que debateram a proposta de D. Manuel I de enviar a primeira expedição marítima à Índia.

O castelo de Montemor-o-Novo desempenhou ao longo dos anos um papel preponderante no combate à ocupação castelhana e ao longo da Guerra da Restauração, quando D. João IV determinou novo reforço da fortificação, de forma a poder enfrentar as modernas tácticas militares.
Voltou a ser objecto de ataques no início do século XIX, durante as invasões francesas, quando já se encontrava em estado de alguma degradação, acentuada pelo terremoto de 1755, que determinou vários trabalhos de consolidação ainda durante o século XVIII.

Presentemente, e após aceleração do estado de ruína ao longo do século XX, o castelo conserva essencialmente o lanço principal da muralha dionisina, de planta aproximadamente triangular, protegida por onze torreões cilíndricos, com barbacãs do século XIV.

A alcáçova, ou Paço dos Alcaides, já referida como construção de inícios do século XIII, em ruínas, tem planta rectangular e é protegida por duas torres redondas. O acesso faz-se pela muralha a Norte, voltada para a vila, através da Porta da Vila ou Porta Nova, anteriormente conhecida por Porta de Santarém. Aí se localiza igualmente a Torre do Relógio que constitui actualmente o símbolo da cidade de Montemor-o-Novo, e a Casa da Guarda, onde se destaca o brasão de armas de D. Manuel. Subsistem ainda vestígios de habitações sobre os cubelos da fortificação, bem como a cisterna, na praça do castelo. Dentro do perímetro das muralhas ficam ainda as Igrejas de São João Baptista e de Santiago, e as ruínas da Igreja de Santa Maria do Bispo, para além do Convento de Nossa Senhora da Saudação, incluídos na classificação do castelo.